(21) 2436-0800 - (24h)

Você já ouviu falar na FELV (Feline Leukemia Vírus)? É uma doença exclusiva dos felinos, também conhecida como Leucemia Felina. Ela é muito contagiosa e pode trazer sérias consequências para o seu pet, afetando o sistema imunológico e até diminuindo a expectativa de vida, caso não seja detectada precocemente. 

A FELV, infelizmente, não tem cura, apenas os sintomas são tratados. Um detalhe importante: nem todos os gatos manifestam sintomas. Por isso, é fundamental que você cumpra os protocolos de prevenção e mantenha o acompanhamento médico e os exames de rotina do seu bichano em dia.

Preparamos um artigo completo sobre o assunto para tirar todas as suas dúvidas sobre as causas, os sintomas e o tratamento dessa doença tão perigosa para os gatos!

Causas: como ocorre a transmissão da FELV

O agente causador da Leucemia Felina é o retrovírus Felv (Feline Leukemia Virus / Vírus da Leucemia Felina). A transmissão desse vírus ocorre através do contato dos gatos saudáveis com a saliva, as fezes, o leite ou a urina dos gatos infectados.  

Alguns comportamentos naturais dos gatos favorecem a transmissão, como a limpeza mútua entre eles ou, até mesmo, o uso do mesmo bebedouro e da mesma caixa de areia. Outro fator que aumenta ainda mais os riscos é o costume que algumas pessoas ainda têm de deixar o gato “passear” pelas ruas, já que nesses passeios ele pode encontrar outros felinos infectados. Outra forma de contágio é na gestação de uma gata infectada, pois os filhotes são contaminados por via transplacentária ou através da amamentação.

Quais são os sintomas da Leucemia Felina?

Os sintomas da FELV variam bastante e são compatíveis com diversas outras doenças, por isso é importante realizar os exames sempre que perceber algo errado. Alguns gatos podem não manifestar nenhum sintoma durante anos. 

Por atuar, principalmente, no sistema imunológico, os sintomas mais comuns são: 

  • Aumento do ritmo cardíaco;
  • Emagrecimento;
  • Febre;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Anormalidade nas gengivas;
  • Apatia;
  • Aumento na frequência de urinar;
  • Secreção excessiva nos olhos;
  • Problemas respiratórios;
  • Anormalidade nas gengivas;
  • Cicatrização lenta;
  • Infecções crônicas em ferimentos na pele.

Um grande problema é que os gatos infectados podem desenvolver doenças degenerativas (anemias, inflamações crônicas, imunossupressão, disfunções neurológicas etc.), além de favorecer o aparecimento de tumores. 

Ao perceber qualquer sintoma diferente, procure um profissional e solicite os exames clínicos.

Categorias da doença

De acordo com a sua gravidade e as reações apresentadas pelos felinos, existem três categorias que dividem a leucemia felina. 

  1. Progressiva/Viremia Persistente: o sistema imunológico do animal foi infectado e não consegue reagir, fazendo com que ele passe a apresentar sintomas e consequências da infecção. 
  2. Regressiva/Viremia Transitória: o organismo consegue enfrentar o vírus logo em sua fase inicial, ou seja, o gato está infectado, mas a doença não se alastra. Nesse caso, o gato pode ter uma vida normal mesmo com o diagnóstico positivo.
  3. Latência: a doença fica armazenada na medula óssea do animal, mas o vírus consegue sair da corrente sanguínea, podendo nem aparecer em alguns exames. Ainda assim, o animal pode apresentar alguns problemas decorrentes da doença.

Como é feito o diagnóstico?

Ao levar seu felino à clínica veterinária, deverá ser realizado um exame laboratorial. Um dos exames é o teste de triagem chamado ELISA, que serve para detectar a presença do vírus no sangue; o outro é o PCR (Proteína C Reativa), que é mais específico e pode identificar gatos com infecção em fase latente.

Caso os exames mostrem resultado positivo para a presença do vírus, é necessário iniciar o tratamento. É importante lembrar que a doença não passa para cães, humanos nem outras espécies de animais; é transmissível apenas para outros felinos. Se você tiver outros gatos em casa, realize o exame neles também e, caso estejam saudáveis, separe-os do felino infectado. Apesar da doença não ter cura, o tratamento pode melhorar a qualidade de vida do pet e aumentar a sua expectativa de vida!

Como é feito o tratamento da Leucemia Felina?

Como já mencionamos, a FELV não tem cura, mas o tratamento adequado pode ajudar a amenizar os sintomas e fazer com que ele viva mais tempo, permitindo que ele tenha uma boa qualidade de vida.

Um dos fatores mais importantes para a rotina de um animal com Leucemia Felina é o cuidado com sua nutrição, porque ele precisa se alimentar corretamente para conseguir manter o organismo forte para combater agentes infecciosos. Também é necessário evitar situações que o deixem estressado ou triste. Por isso, é importante fornecer muito amor e carinho.

Para tratar os sintomas e as doenças que possam surgir, os cuidados mais específicos devem ser feitos com acompanhamento de um médico veterinário.

Como prevenir a Leucemia Felina

A forma mais eficaz de prevenção é a vacina. A primeira dose é indicada nos filhotes entre 8 e 10 semanas. Após três semanas, aplica-se a segunda dose e depois é dada uma dose de reforço anual. 

Mas atenção: a vacina não garante 100% de proteção, por isso é importante não permitir que o gato tenha acesso à rua. A castração também ajuda a inibir o comportamento de fuga.

Ao adotar um gato da rua, sempre leve ao veterinário antes para fazer o teste de FELV, principalmente, se tiver outros felinos em casa – para garantir que os gatos sadios não sejam contaminados.

Lembre-se de que a UPA PET está aberta 24 horas para receber você e seus pets, todos os dias da semana. Nós realizamos todos os exames clínicos necessários para diagnosticar a Leucemia Felina e contamos com profissionais especializados para oferecer o melhor plano de tratamento para o seu gato.