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Todo tutor preza pelo bem-estar do seu cão e está sempre atento e preocupado com sua rotina e alimentação. Independentemente disso, acidentes podem acontecer e devemos permanecer preparados para lidar com situações adversas.

Hoje, viemos falar sobre a intoxicação canina e como proceder se você perceber algum sinal ou sintoma no seu amigo. Continue lendo este artigo para saber tudo sobre o assunto!

Causas da intoxicação

Temos três principais causas para a intoxicação canina:

   1. Por veneno: quando alguém mal intencionado dá veneno para o cachorro;
   2. Ingestão acidental de alimentos não indicados para cães;
   3. Intoxicação por metais pesados através de água contaminada ou contato com outros animais, por exemplo.

Vamos discorrer sobre todas elas para te ajudar a agir em todas as situações!

1. Intoxicação por veneno

Venenos tradicionais e pesticidas (usados para combater insetos e roedores) podem ser colocados propositalmente ou ingeridos acidentalmente pelos cães. Por isso, fique atento a esses produtos e não deixe ao alcance dos animais.

Caso você suspeite de envenenamento intencional, procure vestígios na boca, na cama, na casinha e no quintal para se certificar do ocorrido e comunicar ao médico veterinário para facilitar o tratamento e diagnóstico.

Para essas situações, existem leis que protegem o bem-estar animal, sendo assim, em qualquer sinal, denuncie à Delegacia de Polícia. O artigo 32 da Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) diz que é crime contra a fauna o ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados com pena de detenção de três meses a um ano ou multa.

Além disso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disponibiliza para a população e para os profissionais de saúde o Disque-Intoxicação, visando sanar dúvidas e fazer denúncias relacionadas a intoxicações pelo número 0800-722-6001 com ligação gratuita.

2. Intoxicação com alimentos e produtos não indicados para pets

Diversos produtos de uso diário em casa, alimentos e até artigos de decoração podem ser fatais para os nossos pets. Entre os mais comuns e tóxicos estão:

Plantas
– como antúrio, azaléia, bico de papagaio, copo de leite, espada de São Jorge, espirradeira, lírio, mamona, violeta, begônia, babosa, coroa de cristo, dama da noite, hibisco, hortênsia, samambaia, tulipa, arruda, buxinho, comigo-ninguém-pode, costela de Adão, jiboia e folha da fortuna.

Produtos de limpeza
– como água sanitária, desinfetante, removedor de cheiro, álcool, detergentes e diversos outros.

Alimentos
– como cebola, alho, uva fresca ou uva-passa, chocolate, macadâmia, alimentos com cafeína, abacate, carambola, chás, pimenta, sementes de maçã e pêra, alimentos com xilitol, bebidas alcoólicas.

Remédios
– como paracetamol, diclofenaco sódico e potássico (dois tipos de anti-inflamatório) e ivermectina (antiparasitário tóxico para cachorros da raça Collie, Pastor de Shetland, Border Collie). Remédios humanos no geral não devem ser consumidos pelos pets sem prescrição médica!

3. Intoxicação por metais pesados

Esse tipo de intoxicação pode ter origem tanto na absorção de elementos químicos (como chumbo e mercúrio) quanto no acúmulo de substâncias (como cobalto, ferro, manganês e zinco) que são nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo dos animais, mas que em excesso podem resultar em danos.

Ela é causada, principalmente, pela exposição a essas substâncias, ingestão por alimentação, inalação pela respiração ou pelo contato com a pele de outros animais.

A principal causa da contaminação da água, do solo ou do ar se dá pela ação humana com atividades industriais e até acidentes ambientais.

Sintomas de uma intoxicação

Independentemente de qual tipo de intoxicação seu amigo está passando, é necessário observar os sinais para podermos agir de maneira rápida e eficaz. Entre os principais sintomas estão:

– Muita sede – quando o cão bebe mais água que o normal (ainda que em dias não tão quentes);
– Vômitos;
– Diarréia ou constipação excessiva;
– Perda de peso;
– Dificuldade de respirar (cansar mais rapidamente, respiração pesada ou excessiva pela boca);
– Sialorreia (salivação excessiva), como baba ou liberação de espuma pela boca;
– Fraqueza e apatia;
– Dor abdominal;
– Tremores;
– Aumento da temperatura corporal;
– Desorientação;
– Batimentos cardíacos fracos;
– Contração ou dilatação excessiva da pupila;
– Convulsões.

A intoxicação costuma estar relacionada a quadros mais graves que uma simples indigestão com, normalmente, mais de um sintoma associado.

Meu pet está intoxicado: o que fazer?

Se você notar que seu pet ingeriu alguma substância tóxica, como as citadas anteriormente, não aguarde os primeiros sintomas e encaminhe seu amigo imediatamente ao veterinário para os primeiros cuidados.

Ao perceber que seu cachorro já está intoxicado, primeiramente tente investigar a causa e responder a algumas perguntas como:

* O que pode ter levado à intoxicação?
* Qual foi a quantidade ingerida pelo cachorro?
* Há quanto tempo ele ingeriu a substância tóxica?

Toda informação que você tiver sobre o ocorrido irá ajudar o médico veterinário a facilitar, agilizar e identificar o melhor tratamento para o seu amigo.

Portanto, em todos os casos é necessária e urgente a ida ao veterinário.

Tratamento para intoxicação

Cada caso irá ditar individualmente o tratamento adequado. Por isso, é importantíssimo consultar um especialista.

Normalmente, o médico inicia o tratamento com fluidoterapia (administração de soro), lavagem gástrica, medicações injetáveis e monitoramento de frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão, entre outros.

Muitos sites na internet recomendam o uso de remédios caseiros, leite ou indução ao vômito, mas isso não deve ser feito! Diversos produtos podem até agravar a situação do seu amigo.

Nada substitui a ida ao médico veterinário para tratamento adequado. Somente um profissional poderá oferecer o melhor diagnóstico e tratamento para salvar a vida do seu amigo!

A UPA PET está 24 horas por dia preparada para te atender em todas as urgências! Seu melhor amigo é nossa prioridade.

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